quarta-feira, 2 de junho de 2010

Plante,escreva,furnique e sinta a estrada, o caminho

Posso falar da lacuna, da falta... Malfazejos adversos... Porém quando o faço, nada mais é do que uma manifestação de amor latejante cintilante e ao mesmo, subliminar e subversiva. Falemos de vida, pele, dor, saliva, falemos dos pêlos e do porque não tê-los, pele na pele se faz de contato, de cheiro, alergias das tais alegrias... Vestir a roupa te torna outra? Toquemos e cantemos! Isso tudo faz passar o tempo, não mais livre. Hoje sou uma puta de princípios, dôo-me para os que me pagam, mas sou tua dona K... Falo de cinema, falo de vida novamente,falemos, falemos e cantemos! O resultado disso? O sol está em algumas das casas. Não sei se preciso mais daqueles velhos heróis, ainda os amo, fato, como disse antes, sou um poço de amor, não odeio mais as pessoas e os heróis eu nunca odiei. Sei de muita coisa que nem por lástima te contaria, sou frio como o silêncio.
Ah sim, claro, sinto falta do verde, das águas e pedras do lugar que se tornou para nos, nós mesmo um dia, no caminho, chuva e frio, por muitas vezes. Não sei do meu destino, mas no fim deste ano irei para o campo e naquele meu espaço farei morada. Sinto falta... Não sei mais do breu das velas, essas de tantas cores para muitos outros nomes, eu não sei mais rezar,mas ainda sou caipira e como com farinha. A textura do chão de areia os abraços e depois voltar pra casa que também minha, disso eu lembro e trago saudade boa. Sentávamos à mesa!

Os dias de hoje, me fugiram, não mais são meus. Até o pescoço vou com o vento e tento, mas não sei ser levado, minha vovó disse que eu era levado, acho que agora é a hora de obedecer e voar, a gente não precisa de fim, na vida não há desfecho, temos sim é que voar, voamos!

Um comentário:

  1. E nesses dias tão estranhos
    Fica a poeira
    Se escondendo pelos cantos

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